Estamos cansados de saber que as mulheres não podem apanhar de homens, que elas devem ter o mesmo papel deles em casa e no trabalho. Aí você pode me dizer: “Mas nós ainda apanhamos. Ainda somos estupradas e ganhamos muito mal!”

Você tem razão, realmente isso tudo ainda acontece. Mas por quê? Por que as mulheres ainda sofrem tantos abusos? Eu mesma já fui vítima de ganhar muito menos do que alguns homens que ocupavam até cargos inferiores ao meu. A questão é, como tudo na vida, as mudanças tomam um tempo para se ajustarem e se adaptarem.

Primeiro: as mulheres conquistaram o mesmo papel dos homens, e isso elas fizeram muito bem. E em segundo lugar vem a desigualdade. Hoje em dia vemos homens que limpam casa, que cozinham e que até pegam as crianças na escola. Do mesmo jeito que temos mulheres executivas conquistando cargos de sucesso. A pergunta agora é o quê as mulheres precisam fazer para conquistar essa tão almejada igualdade? Como ir para o terceiro passo dessa conquista?

As vezes pode ser mais simples do que parece. Basta elas lembrarem que são mulheres!

Vejo que elas já conquistaram um excelente degrau nessa escala da igualdade. Agora, para subir mais um  é preciso mudar seu comportamento. E aí sim, as mulheres irão conquistar o que tanto desejam. O que estamos vivendo hoje é algo totalmente normal e aceitável, considerando que toda evolução tem um tempo certo para se ajustar. Nada que está relacionado ao comportamento humano pode acontecer e se transformar com tanta rapidez assim.

Se olharmos para trás, em apenas 30 anos, as mulheres que engravidavam eram obrigadas a se casar. Já avançamos muito, hoje se casa e se divorcia como quem troca de roupa. Ou seja, não percebemos, mas evoluímos muito na escala da desigualdade de gêneros. O que vejo agora é que para alcançar o próximo patamar, as mulheres tiveram que abrir mão do que de fato elas são por natureza. Elas abriram mão de sua essência como mulher, aquela essência intrínseca que nasceu com elas. Me refiro à sua função como espécie e que vem se perdendo a cada dia.

Na minha opinião, as mulheres de uma forma geral, independente de sua opção sexual, simbolizam o carinho, o amor e afeto que o planeta tanto precisa. São as mulheres que geraram e continuam gerando todas as vidas do mundo. Por isso, elas têm o dom natural de criar e de cuidar dos outros. É algo mais natural do que elas mesmas podem imaginar. Acontece que tudo isso está em desequilíbrio hoje. As mulheres, para se “igualar” aos homens na questão social, acabaram indo para o extremo oposto, perdendo sua identidade original.

Vejo mulheres que casam e mal sabem cozinhar. Não tem noção alguma de cuidados do lar, de como temperar sua comida, de como não manchar suas roupas, de como pregar um botão ou mesmo como concertar um chuveiro que acabou de quebrar. E não é por falta de informação. Elas podiam tanto perguntar para suas mães quanto buscar na internet. Ou seja, o problema não é falta de informação e sim: falta de interesse.

Antes era obrigatório. Mas hoje, a vida proporcionou uma liberdade que as fizeram totalmente indiferentes diante desse assunto. E pior ainda, se elas se especializarem muito nisso, serão taxadas pela sociedade como: “recatadas e do lar”. O desequilíbrio é tanto, que passou a ser mal visto e as vezes até discriminado. Sabemos muito bem que hoje podemos ter maridos que limpam a casa, cozinham e até ficam com seus filhos durante o dia. E tudo bem se isso acontecer….

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O que não é saudável e não-natural, são mulheres que acreditam que por esse mesmo motivo, elas não precisam mais se esforçar para aprender. As mulheres estão cada vez mais se apoiando nas habilidades que os homens vêm adquirindo, e estão fazendo o mesmo que eles fizeram no passado, repassando a responsabilidade de cuidar das coisas. Afinal, um casal deve extrair o melhor um do outro.

O acontece quando um deles ficar doente, quem cuidará?

E seus filhos, nunca terão o prazer de saber qual é o seu tempero?

Lembra como era bom chegar na casa da avó e logo sentir o cheirinho de comida? Nem que fosse apenas aos domingos, era tão aconchegante. Será que os filhos do futuro terão esse mesmo privilégio? Será que essa geração está se perdendo? Quem irá um dia nos ensinar como pregar um botão? Como serão as avós de amanhã?

Na minha opinião, hoje em dia isso está ficando cada vez mais raro. Se pararmos para refletir, veremos que a representação humana do amor é a mulher. Será que é exatamente por isso que o mundo está cada vez mais sem amor? Se ela tivesse ensinado à todos os seus filhos e parceiros a amarem uns aos outros, o mundo seria melhor?

Se em casa está tudo invertido e as mulheres estão cada vez mais fortes e musculosas, trocando conversas e carinho por pesos e repetições nas academias. Nas empresas, elas estão cada vez mais poderosas,  agressivas e estressadas. Elas tiveram que copiar os homens em atitudes para chegar no mesmo posto que eles. Elas só não entenderem que bastava suas próprias habilidades naturais para chegar até lá. O mundo corporativo está precisando cada vez mais desse lado feminino, de atenção, de cooperação e acolhimento. Exatamente as atitudes que as mulheres, se fossem espertas, podia dar em abundância.

Será que é exatamente por esse motivo que as empresas não estão dando o seu devido valor?

Porque afinal, os homens sabem muito melhor do que elas a serem objetivos, agressivos, estressados e estratégicos. Se as mulheres os copiarem em atitude, perderão. Ser feminina não quer dizer ser “mulherzinha”, nem se vestir de rosa, nem trocar receitas ou muito menos fofocar. Ser feminina, independente da opção sexual, significa cuidar, dar atenção e o exemplo do que de fato é amar.

Afinal, as únicas criaturas do planeta que amam incondicionalmente são as mães.

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