QUANDO ALGUMAS COISAS DA VIDA SE TORNAM UM TÉDIO

abr 1, 2019 | Propósito | 0 Comentários

Você já esteve num relacionamento quando, de repente, tudo começou a perder a graça? As voltinhas de sábado à noite, um filme, à mesa de bar e outras coisas se tornaram o tédio maior do mundo?

E pior, você também não se importa em deixar aqueles momentos melhores.

Eventualmente, você termina aquele relacionamento chato, arruma outra pessoa e, depois de um tempo, acontece o mesmo?

                                  Arte de Patrícia Perez

O tédio vem uma hora ou outra, depois de um certo tempo. Esse mesmo tédio pode estar no seu trabalho, com a sua equipe, na escola e com todos com quem você convive por um período mais longo.

Esse ciclo tedioso acontece em outras situações também, as vezes, até com a sua família esse sentimento vem. Agora, pode notar, que com seu primo distante que se encontram esporadicamente o sentimento de tédio é quase inexistente.

Se pararmos para analisar, esse sentimento virá depois de um tempo maior de relacionamento. Chega a dar até uma agonia só de pensar que esse sentimento virá um dia nos próximos relacionamentos, ou seja lá com quem começar a conviver de uma forma frequente e contínua.

Por que esse sentimento existe? De onde ele surge? Tem cura? As vezes me questiono:

Será que o tédio é um problema de todos ou o problema é comigo?

Fico me perguntando como que as pessoas conseguem ter relacionamentos tão duradouros, sejam eles em ambientes de trabalho, amizades, parcerias ou outras situações.

Será que eles não sentem esse tédio? Ou será que eles sentem, mas não falam nada e seguem vivendo normalmente dentro daquele próprio tédio? Será que eles acabam encontrando alegria dentro do tédio, e por isso não nos avisam?

Não sei, só sei que eu sinto tédio, já senti e tenho medo de viver esse sentimento de novo com outras pessoas ao meu redor.

Uma vez me disseram: “Amor é tudo aquilo que você não tem ainda”

Será que é isso mesmo?

Será que depois que conquistamos algo, passamos a conviver, e, eventualmente, nos acostumamos com a pessoa ou com a situação, aos poucos, vamos perdendo o valor por aquilo até enjoar?

Ou será que somos movidos por aquele sabor gostoso, legal e leve do começo de qualquer relação, amizade, parceria ou amor? E aí, nosso cérebro já condiciona a gostar só desse tipo de sentimento, dessa empolgação inicial.

Será que para tudo vem a paixão, o amor e depois o tédio, nessa ordem?

Não sei todas essas respostas, nem sei se elas realmente existem. Se você souber algo, por favor, deixe em comentários ou me escreva.

Mas, um ensinamento que aprendi e que fez muito sentido para mim, é mais ou menos assim: “Só seremos felizes quando aprendermos a pensar mais no outro e menos em nós mesmos”

E é bem quando sentirmos esse prazer genuíno por fazer pelo outro, que nossos problemas, tédios, gostos, e até preferências, vão se dissolvendo.

Talvez até por isso que um trabalho vai ficando mais legal quando paramos de pensar que precisamos de um salário melhor, de alguns direitos, de reconhecimento, de uma promoção, prestígio, de ser mais escutado e assim por diante.

E quando pensamos em ajudar a equipe, o cliente, o seu chefe, o seu colega de trabalho, o tédio vai sumindo.

O mesmo acontece nos relacionamentos e em qualquer outra situação. Pensar no que podemos fazer para o outro se sentir melhor, nos faz melhor também. E uma certa alegria ou satisfação começa a crescer dentro de nós.

Isso acontece porque, no sentido mais espiritualista da coisa, você é o outro e o outro é você, e ao ajudá-lo indiretamente você também se ajuda.

Eu diria que é até diretamente assim, porque você começa a se expandir através dessa entrega genuína.

Já no sentido coletivo em que somos todos um, e onde Deus está dentro de cada um de nós, esse exercício também funcionaria muito bem.

Por esse motivo que nos sentimos tão bem quando ajudamos outra pessoa, porque na verdade estamos nos ajudando. E tal comportamento vai dando mais colorido em nossas ações e refletindo nas pessoas ao nosso redor.

Mas, como servir o outro se no fundo tenho tédio por ele?

Quando for assim, se pergunte: o que exatamente me deixa com tédio ou o que me irrita no outro?

Tudo aquilo que o irrita no outro é algo que também existe dentro de você. Já ouviu falar sobre isso?

Se esse for o seu caso, vai precisar se autoconhecer, se curar para então poder ajudar o próximo. Muitas vezes estamos no meio de uma confusão interna que não nos deixa preparados para trabalhar, se relacionar ou ter um bando de amigos.

                                Arte de Patrícia Perez

Como nós só entregamos o que há dentro de nós, se a confusão for o que estiver vivendo, vai precisar se recolher e buscar sua consciência, ao invés de sair por aí ajudando o outro.

Eu acredito muito que esses momentos de introspecção são cruciais e vem antes de conviver bem com as pessoas ou ajudar o mundo.

Agora, se você sente que já está preparado para ajudar o próximo, mas mesmo assim o tédio existe na sua vida:

Outra forma de eliminar esse sentimento é buscar juntos objetivos genuínos em comum. Por exemplo, sabe aquela turma de amigos que se encontram todas férias para viajar juntos para um novo destino e todo ano fazem isso gastando o menos possível? Isso pode ser um bom começo.

No trabalho vemos também muitas parcerias que dão certo porque procuram entregar um serviço melhor para o cliente e, no final, todos acabam ganhando mais e tendo melhor qualidade do produto ou serviço.

Já em relacionamentos fica mais fácil pecarmos. Acabamos sendo movidos ou seduzidos pela aparência ou pela beleza do início. Outras vezes, começamos o relacionamento só para suprir a nossa própria carência e, aí com certeza, o tédio vai existir depois.

Por isso que é muito mais difícil os relacionamentos não passarem dos 7 primeiros anos…

O motivo pelo qual você começa qualquer coisa, é o que vai te levar ao tédio ou não.

Comece seus relacionamentos quando enxergarem que juntos algo legal possa ser vivido ou que podem realizar um projeto juntos, uma causa em comum ou coisas do tipo. Se não, uma hora ou outra as coisas vão te cansar.

O propósito substitui o vazio do tédio.

Tem um exercício simples, se pergunte: Por que estou envolvido nisso?

Se a resposta for mais interna, continue. Se a resposta for por questões externas, repense.

                              Arte de Patrícia Perez

E não se iluda. Propósito em comum não é cuidar de um cachorrinho lindo que vocês têm (a não ser que foi resgatado ou algo do tipo), comprar uma casa, um carro ou até mesmo ter um filho. Sabe por quê?

Cadê o propósito quando o seu cachorrinho morrer (porque isso vai acontecer um dia) ou seu filho sair de casa, onde fica o objetivo em comum?

Lembre-se: o propósito em comum deve existir primeiro entre o casal; depois, podem existir outros objetivos em comum com os filhos e até com o restante da família.

Emprego, se você entender por que está nessa empresa, não sentirá tanto tédio assim. Esse porquê pode ser para aprender uma nova tecnologia, ou para fazer um networking, ou porque a empresa em si transforma positivamente seus clientes e isso lhe dá satisfação.

Tem muita gente que começa um trabalho só para ganhar dinheiro, e vive trocando de lugar. Todos esses objetivos ou necessidades externas vão ter prazo de validade.

Para amigos é o mesmo. Se você tiver amigos só para sentar e bater papo, uma hora você vai ver que vai cansar e passar a vê-los com menos frequência. Até a amizade precisa ter seus bons motivos de existir, novos projetos, novos momentos, novos ideais.

Mas Tati, porque meu objetivo em comum não pode ter dinheiro envolvido?

Simplesmente porque tudo o que é externo é insaciável e nunca irá te suprir de verdade. Se focar só em dinheiro, vai querer sempre mais e mais até morrer de tédio com tanto dinheiro.

Com relação à beleza ou atração física das coisas é o mesmo. Já notaram aquelas mulheres que já são lindas e começam a fazer plásticas e não param nunca? Até que eventualmente se tornam feias?

É a mesma coisa com o tédio, troque o “feia” do final da frase pelo tédio, que dá na mesma.

O mais fácil é comparar todo esse papo com a paixão mesmo, aquele ápice da paixão em que tudo é maravilho vs o tédio de um relacionamento de 20 anos.

É preciso sempre buscar novos propósitos juntos, para que tudo e todos se envolvam positivamente nas coisas.

Resumindo:

Sim, o tédio é um problema seu e em como você enxerga o mundo e as pessoas ao redor.

Busque se autoconhecer antes de começar a se irritar com os outros.

Pense mais no outro do que em você na hora de se relacionar.

Tenha propósito no que faz com as pessoas com quem se relaciona.

E seja feliz!

Ah e vira e mexe, você vai sentir o tédio, é normal.

Quando ele surgir, lembre-se que é só um alerta da nossa própria mente para mudarmos o direcionamento da nossa vida ou de nossos pensamentos.

Aí é só lembrar desses itens acima, e reorganizar tudo.

Fora isso, siga vivendo o sobe e desce dos sentimentos positivos e negativos e nunca lute contra eles.

Tatiana Garcia Negócios do futuro

Olá! Eu sou Tatiana Garcia e ajudo as pessoas a descobrirem seu propósito e a viverem daquilo que nasceram para ser. Acredito que as pessoas podem transformar o mundo quando conectadas com o seu melhor.

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