O Futuro das Profissões e Carreiras

por | 6 abr, 2017

Estamos vivendo um tempo de mudanças, muitos acreditam que é a crise e vivem reclamando ou encontrando problemas nisso. A minha visão é bem diferente e otimista sobre isso tudo.

Quer saber o que penso? Veja como cheguei a conclusão de que é bom demais da conta o momento que estamos vivendo.

Se você não tem paciência para ler coisas, pode assistir o meu vídeo onde eu explico tudo:

Há 50 anos atrás a maioria dos trabalhadores eram da zona rural e ainda existiam poucas indústrias, e a maioria das empresas de sucesso estavam surgindo ainda.

Ao longo dessas décadas todas, para sair da vida rural, muitos empresários criaram indústrias e hoje algumas se tornaram grandes impérios orientados basicamente pelo lucro.

Essa era industrial gerou muitas pessoas depressivas, com alto nível de ansiedade, infelizes, que pouco aproveitam a vida e com um cultura militar degestão onde o dono fala e o funcionário obedece.

No meu ponto de vista, o momento atual é de transformação. Uma transformação necessária para o bem da sociedade e que visa basicamente a migração de modelos de trabalho insustentáveis para modelos de trabalhos mais realizadores. E isso acontece de uma forma involuntária, natural e até inconsciente.

Viver em tempos de mudanças não é fácil. Pelo contrário, é desafiador! Mas quanto antes você entender isso tudo e saber o seu papel no mundo, melhor será.

Por isso que hoje temos um grupo de pessoas empregadas que:

  1. Tem uma sensação de vazio
  2. Estão insatisfeitas com algo
  3. São estressadas

E outro grupo de pessoas desempregadas que:

  1. Estão desmotivados e até com baixa autoestima
  2. Preocupadas e sem dinheiro
  3. Perdidos

Se somarmos esses dois grupos de pessoas temos a maioria da população mundial.

Onde vamos chegar?

Como será o nosso futuro?

 

Eu ainda acho esse processo de mudanças muito bom senão iríamos todos morrer de câncer e depressão.

Ainda sendo otimista, existe uma parcela da população que eu acredito ser, por mera especulação, 10% apenas de pessoas realizadas. E é com base nessas pessoas e nas tendências de mercado que eu vou traçar a minha visão de futuro aqui para vocês.

Essa parcela realizada e pequena da população trabalha de forma mais livre e criativa, em home offices, espaços de co-working, com contratos de pessoa jurídica, em economia colaborativa ou criando negócios inovadores.

Empresas digitais de sucesso também vêm ganhando grande peso, fazendo com que muitas empresas já não precisam mais de sede fixa ou funcionários fixos.

 

Esses dois fatores nos ajudarão a traçar o futuro.., mas então:

Qual será o papel das empresas no futuro?

 

E qual será o nosso papel no meio disso tudo?

 

Essa minha visão de futuro é muito baseada na minha experiência de vida. Por anos eu segui o modelo de sucesso e felicidade que a sociedade nos “pede” para seguir. depois de segui-lo e conquistar: uma carreira, um bom título, um bom salário, uma faculdade, MBA, intercâmbio no exterior, inglês fluente, casamento, carreira internacional e estabilidade financeira; eu percebi que nada daquilo tudo não nos traz felicidade verdadeira.

Quando me dei conta disso, fui logo buscar o caminho da realização. E isso demorou uns mais ou menos 7 anos até eu chegar no que eu chamo de Espiral de Realização. Ou seja, a sociedade não está pronta para isso, não temos muita gente para nos ajudar, e esse processo é longo e desafiador.

Uma das coisas que descobri depois dessa jornada é que a verdadeira realização não separa nosso lado pessoal do profissional. E essa separação pode ser fatal para a sua felicidade.

Acontece que as empresas e a sociedade nos criaram para não sermos realizados. Na era empresas nós somos apenas um cargo. Chega até ser engraçado como nós aceitamos essa verdade de uma forma tão absoluta ao ponto de quando alguém nos pergunta:

O que você faz?

Nós respondemos algo do tipo:

Eu sou analista financeiro.

Consideramos ser aquilo que a empresa nos determinou ser. De acordo com um cargo, dentro de um departamento. Cargo esse que você fica em média 10 anos até se tornar um gerente e mais 10 anos se quiser ser um diretor, e ainda tiver muita sorte ou influência.

As pessoas acreditaram nisso por anos!

 

Uma ideia muito LIMITADA do que somos de verdade. Nós seres humanos temos a capacidade ser sermos muito além do que um cargo apenas. Nós somos AMPLOS.

E por isso que sentimos esse vazio, mesmo as vezes fazendo o que gostamos, ao fazer apenas uma coisa por um longo tempo, iremos sentir desmotivação. Isso porque temos capacidade para ser muito além do que uma coisa só.

O ideal seria pudermos praticar todas as nossas facetas!

As pessoas confundem muito hoje em dia a palavra TALENTO.

Talento para mim é uma ESSÊNCIA, é aquilo que nos torna único.

E não somente uma habilidade ou função que você desempenha bem feito.

Você precisa descobrir seu diferencial no mundo, sua arte, sua essência.

O mais intrigante de tudo, é que quando você descobrir a sua essência, vai ver que ela pode ser aplicada em várias atividades e não somente em um cargo. A descoberta disso é o que chamo de propósito de vida.

Nessa busca de ser amplo e saber aplicar a sua essência em várias coisas já nos explica o fato de muita gente hoje em dia ter 2 empregos, criar empresas criativas online e muita gente encontrando em casa formas de fazer negócio. Pessoas estão criando coisas, comidas diferentes, exercícios que funcionam, artesanato, novos estilos de músicas, vídeos e tutoriais e muito mais!

Basicamente, o novo mundo terá menos funcionários fixos e menos departamentos.

O novo mundo é:

  1. Multi
  2. Amplo
  3. Digital

Mas tem mais uma coisinha que acredito fazer parte dessa nova fase que estamos entrando. Além de você saber a sua essência e ser multi-talento, você precisa mostrar para o mundo que você existe.

Ao contrário de antigamente, que não mostrávamos para niguém o que sabíamos com medo de alguém nos copiar ou roubar essa ideia, hoje estamos entrando na era do compartilhamento.

Não basta você ser foda, o mundo precisa saber que você é foda.

E isso acontece através da internet. Eu enxergo fielmente que esse seu retrato para o mundo deve ser feito através de todas as mídias sociais, mas além de tudo, através de um site seu, usando o seu prórprio domínio.

Hoje em dia tudo está na rede e todos tem acesso a tudo. Mas, para se sentir realizado, você precisa saber quem você é no meio disso tudo. No meio de todas as informações. Costumo dizer que é a mistura da sua auto valorização compartilhada com o mundo.

Como as mídias sociais estão em constante transformação, não dá para confiar somente nelas como sua base de informação. Eu acredito muito que um site próprio seu com todas as suas facetas, suas experiências, sua história de vida, sua arte, seus pensamentos, suas cores e seu estilo vão te ajudar muito nessa nova fase.

Um site que seja a sua cara é uma das melhores formas de te representar virtualmente.

Te ajudará em processos seletivos, a criar uma rede pessoal de networking, a capturar e-mails e até realizar a venda de produtos ou serviços.

Se você já tem um emprego e já se sente realizado, também busque ter o seu site e ser dono da sua própria vida. Em um mundo de tantas transformações quem garante que você estará nessa mesma empresa amanhã?

Por isso, tenha sempre um cartão de visitas pessoal, amplie a sua rede de networking e se auto valorize, independente do cargo ou função que ocupa.

Agora, e as empresas?

Qual será o futuro delas?

 

As empresas têm apenas dois caminhos, o de achar que elas são as todas-poderosas, cheias do dinheiro e poder, que seus funcionários são apenas números e que nada vai acontecer com elas, ou sair da zona de conforto e seguir esses passos:

  1. Ter a consciência sobre as transformações do mundo;
  2. Procurar descobrir a essência de cada funcionário;
  3. Aplicar essas essências em várias áreas.

É tão incrível o fato das empresas hoje em dia separarem seus funcionários por áreas e departamentos, onde na realidade eles são pessoas multi-talentos. Ou seja, ela acaba gastando mais dinheiro e tempo tendo que alocar vários funcionários para realizar apenas uma função em cada área. Onde na realidade poderia fazer diferente.

Ela passará a gastar muito menos quando perceber que não é necessário dividi-los por áreas e coloca-los em caixas separadas para trabalhar. Todos podem se ajudar mutuamente de várias formas e com isso não é necessário contratar tanta gente assim.

Já pensou que incrível os RHs e empresários do Brasil afora, buscando conhecer melhor seus funcionários? E, naturalmente, eles iriam gastar bem menos e as pessoas seriam mais felizes.

O que está acontecendo é algo muito mais forte do que podemos imaginar.

Ou mudamos, ou mudamos.

E no caso das empresas, as que não mudarem, no futuro não terão os jovens aptos a trabalharem para elas. E aí tudo se inverterá: não serão as empresas que selecionarão candidatos, e sim as pessoas que selecionarão onde querem ou não trabalhar.

Pensem nisso 😉

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