Gosto pra quê?

por | 28 abr, 2017

Eu aprendi, ao longo dos últimos anos, que gosto e opinião não serve para muita coisa, principalmente quando usados com a intenção de competir, diminuir ou prejudicar alguém. Tudo começou quando eu fiz um curso que nos ensinava algumas técnicas de comunicação e uma delas era justamente a de não sermos os primeiros a expor um assunto polêmico numa mesa de bar, meramente para puxar conversa. Essa era uma das técnicas para saber se comunicar com eficácia sem gerar conflitos.

As técnicas variavam em torno de fazer perguntas inteligentes, tais como: perguntar como a pessoa está, como andam as coisas na vida pessoal e profissional e assim por diante. Nunca, em hipótese alguma, ser a pessoa que incentiva ou que puxa os assuntos, opiniões e gostos que fossem gerar reações adversas.

Ou seja, para ampliar o seu networking, melhorar o clima nos locais onde frequenta e sua comunicação fluir, puxar assuntos polêmicos não é algo muito indicado. Agora, se pararmos para olhar ao redor, vira e mexe escutamos assuntos de ordem política, religiosa e discriminatória por aí.

Depois que fiz este curso, percebi o quanto melhorei na hora de fazer novas amizades e de me comunicar de uma forma mais fluída. Acontece que mesmo assim eu ainda tinha alguns deslizes e as vezes me via em situações polêmicas que eu mesma havia me colocado. Ou seja, ainda não tinha aprendido a técnica de verdade.

É incrível como temos a necessidade de falar sobre algo que gostamos ou não. Porque será?

De onde vem essa necessidade?

Eu fui percebendo várias coisas ao lapidar esse assunto. Fui notando que grande parte da intolerância do mundo tem a ver com isso, com pessoas expondo suas opiniões em troca de nada. Afinal, já parou para pensar que não iremos mudar ninguém apenas expondo algo a eles? Você, por exemplo, se lembra de alguma vez que mudou ao escutar alguém argumentando com você? Provavelmente não.

E se não mudamos ninguém assim, qual a razão de gastarmos tanta energia expondo nossas opiniões e gostos individuais? Talvez seja apenas uma necessidade interna e que ao expor acreditamos que iremos resolve-la; onde na verdade, se é algo interno só iremos resolve-lo internamente. Sinto que muitos buscam ser reconhecidos através da sua opinião, buscam alguém para concordar com eles….por pura necessidade de serem reconhecidos. Acontece que só nos damos conta disso depois que já disperdiçamos a energia, e isso só é percebido quando saímos exaustos de uma reunião ou de uma conversa com alguém.

As vezes brigamos, deixamos de falar com a pessoa e alguns até matam por diferenças religiosas ou brigas mais graves. Tudo isso está acontecendo simplesmente por não aceitarmos o que outro pensa. Olha o ponto que chegamos…E o pior é que nós acabamos associando as diferenças que temos entre gostos e opiniões com a índole da pessoa. E é justamente aí que mora o perigo. Sermos diferentes uns dos outros não tem nada a ver com índole; pelo contrário.

Precisamos aprender a compreender e a amar a diferença no outro.

Outra coisa que percebi foi que em momentos onde estava me relacionando com estranhos ou conhecidos eu conseguia me comunicar muito bem. Já em casa, com amigos mais próximos e familiares eu não conseguia fazer o mesmo. Eu pensava “Ah com eles eu posso falar tudo o que penso porque eles me entendem” ou ainda “Eles já gostam de mim assim, por isso não preciso ficar pensando muito na hora de falar”

Engano o meu!

É justamente com as pessoas que mais amamos que deveríamos aprender a nos comunicar e a nos relacionar sem conflitosmesmo porque é com eles que estamos a maior parte do tempo. Ou seja, essas técnicas servem para todos ao nosso redor, sem exceção. E cada vez mais fui percebendo que os meus gostos e opiniões pessoais servem somente a mim mesmo, e a mais ninguém.

 

E isso foi uma grande descoberta para mim!

 

Hoje vejo que o mundo vive expondo tudo, onde na verdade a grande maioria das coisas são para serem guardadas, justamente por serem algo relacionado a sua própria personalidade ou estilo. Mas, numa época de compartilhamento da informação, a chamada Shareability, a dúvida que paira é: o que de fato devemos comunicar?

Pensei e cheguei a conclusão que somente aquilo que gerar um impacto social positivo, ou seja, aquilo que for bom ao outro, é o que deve ser comunicado. Se for um gosto por gosto, uma opinião por opinião, religião por religião, preferência por preferência, elas simplesmente não valem a pena. Tudo isso só gera separação entre as pessoas e cada vez mais a falta de união e compreensão.

Separar as pessoas apenas por uma opinião ou gosto é um dos maiores erros do ser humano.

A sua cor ou comida favorita, preferência sexual, roupa, estilo, música e outros gostos não dizem respeito a sua índole. São apenas gostos e preferências que não impactam no ser. E é justamente isso que não sabemos lidar.

Por exemplo, dentro de uma mesma religião temos muitas pessoas, e entre essas pessoas há índoles boas e ruins. Sempre foi assim por muitos anos. Ou seja, mesmo o fato de alguém ser de uma religião ou outra, isso não define a sua índole. Também não quer dizer que quem gosta de heavy metal é alguém de má fé somente por causa do seu gosto musical. O mesmo quer dizer que quem medita ou faz yoga nem sempre é automaticamente considerado como alguém do bem. E também, com certeza, no meio de milhares de vegetarianos existe alguém de má índole.

A grande verdade é que não há separação no mundo e que todos nós estamos conectados de alguma forma.

 

E é justamente por isso que existe algo de comum entre nós. E a nossa missão como ser humano é focar no que temos de comum entre as pessoas; e não no que temos de diferente.

Por isso minha gente, vamos buscar conhecer mais a fundo as pessoas e procurar entender seus valores pessoais antes de julga-los apenas pelos seus gostos ou preferências. O que importa é o que elas são por natureza. Por isso, vamos fazer amizades, relacionamentos, parcerias e toda forma de união baseada em seus aspectos mais profundos como pessoa, por o resto é resto.

 

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